Como lidar com as diferentes gerações em uma mesma empresa

A gestão de um negócio passando por uma liderança humanizada, que satisfaz mais de 70% dos colaboradores, deve conectar inovação com experiência

Homem discursando em uma conferência. Texto na tela:

(Divulgação: C2 Assessoria e imagem)

Um líder que entende as necessidades do colaborador, sem perder de vista o êxito nos negócios, é essencial na engrenagem corporativa. Em outras palavras, a chamada liderança humanizada é uma estratégia de gestão focada em bem-estar, capaz de turbinar os lucros. Estudo da Deloitte, conhecida empresa global de consultoria empresarial, mostrou que 72% dos funcionários geridos dessa forma têm uma melhor experiência de trabalho. Mais: 71% deles se mostram engajados aos objetivos da empresa, além de satisfeitos, e 70% relatam ganhos em produtividade.


Segundo Keko Rödrigues, especialista em gestão, com MBA pela Fundação Getúlio Vargas (SP), um líder moderno precisa exercer a chamada liderança empática e situacional, que é quando ele sai do pedestal e vira um facilitador. “Após o impacto coletivo da pandemia, houve uma quebra de paradigmas sobre produtividade, relacionada ao comando da operação. Hoje, um líder tem que ter a sensibilidade de entender que o rendimento de todos é reflexo direto da saúde física e mental, alicerce da gestão humanizada”, afirma Keko. “O desafio real de uma liderança passou a ser o equilíbrio entre a busca de resultados e o respeito aos limites humanos, garantindo que o sucesso da empresa não ocorra às custas do esgotamento da equipe”.


Essa harmonia do coletivo, através do bem-estar individual, passa pelo entendimento do perfil de diferentes gerações, que podem compor a empresa. Ou seja, compreender a necessidade de cada uma delas é essencial no novo processo de gestão humanizada. Nesse sentido, Keko lembra que o mercado de trabalho atual é um ecossistema multigeracional de pessoas, dividido da seguinte forma:


Baby boomer (a partir de 62 anos)
: valoriza princípios como hierarquia e lealdade. Para ele, humanização tem a ver com respeito à trajetória profissional. 

 

Geração X (entre 46 e 61 anos): pragmática, é movida pela transparência e necessita de flexibilidade para cuidar de filhos e pais. 

 

Millennial ou gen Y (entre 30 e 45 anos): busca um propósito. Para ele, a humanização está focada no constante feedback e no equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. 

 

Geração Z (entre 14 e 29 anos): é o grupo formado pelos chamados “nativos digitais”, que prioriza saúde mental, diversidade, agilidade tecnológica e impacto social. Entende que humanização exige autenticidade. 

 

Geração alpha (até 13 anos). Ainda está entrando no mercado de trabalho. Apesar de estar em uma fase de descoberta, parece ser ainda mais conectada e exigente que a geração Z.


Apesar de ser importante entender como pensa e age cada geração, há uma receita comum de gestão que se aplica a todos, pautada em um sistema de ajuda mútua. Isso tem a ver com comunicação adaptativa e, principalmente, no abandono da mentalidade do “sempre fizemos assim”. “Nessa engrenagem, o gestor precisa atuar como um tradutor de propósitos, conectando a meta da empresa aos gatilhos emocionais de cada geração. O resultado disso é a conexão da experiência dos mais velhos com a inovação e velocidade das ações oferecidas pelos jovens. Evidentemente, esse processo deve ser comandado por uma liderança que sabe, de fato, valorizar a diversidade cognitiva”, explica Keko.


Na prática, uma ação efetiva em times multigeracionais é o de mentoria reversa. Exemplo: o colaborador da geração Z ensina tecnologia e tendências ao boomer, que retribui com networking e inteligência emocional na tomada de decisões. Algo bastante efetivo na engrenagem da produtividade. 

Homem segurando um microfone, falando para uma plateia. Ele está vestindo uma camisa preta.

(Divulgação: C2 Assessoria e imagem)

Quem é Keko Rödrigues 

Empresário com MBA em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especialização em Xponential Business Administration pela Nova School of Business and Economics, de Lisboa (Portugal).

Possui formação executiva pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), de Boston (EUA), com foco em inovação, disrupção e liderança estratégica. Empreendedor com passagem pelo setor hoteleiro e com sólida atuação no mercado fitness, tem ampla experiência na condução de operações estratégicas, processos de expansão e estruturação de unidades de alto rendimento.

Mais informações

C2 Assessoria e imagem

Carlos Amoedo

Cel/WhatsApp: (35) 99985-0438


Portal  Aop Sports

Anderson de Oliveira Pazemecxas

Tel. (11) 91210-1404